quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

    Mergulhar na introspecção talvez seja o melhor caminho de aceitação para mim. Mergulhar na instrospecção, subjetividade extrema... Mergulho, me descubro e observo o mundo. Se assim me isolo e termino por não dar a atenção que os que amo merece, é um preço a se pagar. Se é egoísmo ainda não sei, mas é a forma que tenho para ter paz comigo. Só assim consigo dar conta dessa fonte que mais parece ferver de pensamentos... chega a doer o existir!
    --- Mas é uma dor boa e, principalmente VIVA.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013


   Tive uma experiência incrível hoje. Estou desde ontem numa fazenda, desejo meu há muito tempo de estar num lugar assim pois precisava de mais contato com a terra e comigo.Pela manhã, fizemos uma trilha numa reserva da Mata Atlântica. O dia está frio e havia neblina. No início não me dei muito conta do lugar em si, pois a minha preocupação inicial era a de arrumar forças subir “aquilo tudo”. Já lá no alto vi paisagens lindíssimas. Havia uma família simpática da qual fazia parte um garotinho de 5 anos de idade que era uma graça! Seus interrogatórios intermináveis começaram em um momento: -Mãe, todas essas plantas foram plantadas? Então como elas nasceram? E como Deus plantou tudo isso? TUDO o que eu vejo foi plantado? E o que eu não vejo também? ... Como assim o que ainda não vi?????

   Pus o fone e, ouvindo Yann Tiersen, comecei a pensar nas perguntas do garotinho. Entramos mais ainda na mata que ficava cada vez mais fechada, Yann Tiersen, mata fechada, as perguntas... Tudo isso aqui na Terra é muito perfeito para ser criado, simplesmente. E eu quase nunca paro para pensar nisso. E se o garotinho não estivesse ali? Continuaria eu, a vislumbrar-me com aquela bela paisagem assim...passivamente? Que importância teve ele naquele momento para todos os componentes da trilha? Infelizmente as suas perguntas eram respondidas,qualquer que fosse ela com a mesma resposta do pai (que o carregava nos ombros e que estava louco para que o menino ficasse quieto um minuto) com Sim!sim! lembro que em um minuto, o garotinho fazia umas 15 perguntas de forma que não esperava a resposta e lá vinha outra. Uma hora ele cansou (só das perguntas) e se calou. Mas tenho certeza que ele se calou não porque as perguntas acabaram.

   Essa “sede” por conhecimento do mundo que têm as crianças é tão admirável! O que nos faz parar? O quê ou quem? Nós? (Paramos?)