segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Amizade

   O passar dos dias aquieta um coração agitado e com saudade. Alguns dias, ele me acorda gritando de dor, logo converso com ele e dormimos abraçados. Ao acordar, nos ajoelhamos, eu e ele, e fazemos uma oração pelo nosso anjo da guarda, e saímos para "mais um dia" de mãos dadas. Mas o dia nos prepara surpresas, e nos deparamos com lembranças... Ele começa a puxar a barra do meu vestido, eu faço que não estou escutando.
   Decido sair para bares, bebo um pouco para esquecer, ele fica batendo no vidro do bar, eu finjo não perceber. Amigos: amiga, vamos brindar à você e sua liberdade!!!! E brindamos, e conversamos, e fazemos novos amigos de saídas..... Chego em casa e durmo, ao acordar, sou surpreendida com meu coração enfurecido, sentado na beira da cama, me fitando...
-" Temos contas a acertar, fingiste que eu não existia?"
Sentamos juntos, conversamos, sentimos um pouco de saudades, choramos, mas as nossas conversas nos fortalece.
-" Vai dar tudo certo, só não esqueça de me escutar e de escutar você mesma".
Saímos de mãos dadas, vamos a bares, mas não largamos mais as mãos. Encontramos novos prazeres em novas atividades.
(...)
Um dia, ao passarmos pelas ruas, ele um pouco mais independente de mim, me pega nos ombros e me aponta alguém.

-" Ah, coração virado num mói de coentro!"

sábado, 8 de novembro de 2014

Ando meio assim: meio tudo.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Primeiro rodízio do ultimo ano

Eu não sei o porquê, mas sinto vontade de dizer algumas palavras. 
Lidar com nossa profissão, com a nossa escolha, com o que dedicamos a maior parte do nosso tempo pode nos trazer uma angústia grande. Angústia essa antiga conhecida nossa: "será que vou conseguir"? e aquela dor "em punhalada" profunda, irradiando para nosso juízo e nos tirando sono e sossego.
Ao me deparar com uma figura "ligada a 220mV" e com um espírito de liderança nato, exalando força e ousadia, sinto inicialmente um abalo e recuo...Mas sinto uma ternura que transborda e impregna sutilmente.
Algumas lutas que travamos conosco são verdadeiras guerras: ultimo ano de faculdade? Apenas algumas horas e uma tonelada de informações... E aquela sensação de que "daqui para o final da semana tenho que dar conta disso", afinal de contas, é o momento.
É o óbvio. (...)
No momento te digo: está difícil. Os heróis são a equipe do serviço e o convívio com o próximo ( e sua história de vida, e sua forma de enxergar o mundo, de enxergar suas dores, de lidar com elas, do sorriso estampado sem motivo- e com motivo).
O único inimigo somos apenas nós mesmos.


Ps.: Desabafo para uma preceptora e, consequentemente, para mim... E para eu... E para M., E para quem eu ainda não sei (meu) nome.